Luta de classe (s).
Hoje é um dia especial para mim, e também para os dezenove colegas que tornaram-se jornalistas há algumas semanas. Hoje é o nosso primeiro Dia Nacional do Jornalista, como profissionais já habilitados.
Porém uma coisa me chateia, entristece e faz perder a vontade de comemorar. É saber que muitos “jornalistas” sem o mínimo preparo estão enchendo a boca e estufando o peito para dizer que hoje é o dia deles. Não quero me aprofundar nesta discussão, pois ela me angustia demais. Devo admitir que um certificado ou diploma não faz de ninguém um profissional melhor. Há muitos e muitos bacharéis com péssima conduta profissional e talento zero. Porém sabemos que o esforço e investimento que fizemos durante quatro anos ou mais não pode ser anulado com a permissão da atuação daqueles que pensam que “dom” basta.
Dia desses entrei no site Comunique-se para ler uma matéria a respeito da anulação de registros precários. Eu sabia que não devia ter fuçado nisso. Mas minha teimosia é mais forte que minha sensatez! Entrei. Li. Comentei. E diante de coisas absurdas e repugnantes que fui obrigada a ler, acabei soltando o verbo, literalmente. Vou compartilhar aqui minha indignação, que resultou num textinho um tanto desaforado: Kélen Cardozo de Oliveira [01/04/2006 - 18:26] “Esta discussão me dá náuseas! A liberdade de expressão é feita através da participação leitor/espectador por meio da interatividade dos meios de comunicação. Mas profissional de verdade deve sim ser diplomado. É claro que bons e maus profissionais sempre haverão de existir, mas daqueles que passaram quatro anos e investiram alto numa formação é possível cobrar uma postura mais digna. E dos outros? Nem quem saibam ao menos escrever corretamente... Ou então eu tenho um dom divino para defender as pessoas e vou ser advogada! Sem fazer faculdade de direito e muito menos exame da OAB, claro! Porque eu nasci pra isso! Ora bolas! Calem a boca seus falsos intelectuais! E a Folha que se dane! Bom profissional não precisa de trainee coisa nenhuma! Esse negócio de adestrar focas já era! Fica na sua Fábio sei lá o quê!!!”
Bem, após este desabafo um tanto quanto antipático, admito, esse tal Fábio José de Mello, em resposta, me chamou de anti-democrática. E a ele respondi: “Só tenho a dar os PARABÉNS ao professor Bruno Barros Barreira. Sua aula de história foi magnífica! Mas infelizmente falar em Teorias do Jornalismo só serve para quem estudou, e não deve servir ao Sr. Fábio, que aliás me avaliou como anti-democrática. Se dar voz à ignorância é ser anti-democrática, eu sou mesmo! Só temo as decisões da justiça porque ela própria é contraditória e confusa. Não confio nela! Mas se os estudiosos da lei tiverem bom senso, votarão sempre a nosso favor.” Após isso ele me chamou de chucra, ignorante, entre outros adjetivos... e disse que eu estava começando mal na profissão. Mas isso não me abala, tenho consciência da minha capacidade intelectual, e sou uma pessoa extremamente educada, com quem merece!
Meus leitores devem estar pensando onde quero chegar com isso. Para quem não sabe, aquele 3x0 não foi a última palavra na questão da obrigatoriedade do diploma. Ainda cabem recursos, até que se chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF). A última palavra é deles, e isso me preocupa. Mas não vou me aprofundar nessas questões jurídicas. Pesquisem se lhes interessar (e eu espero que interesse).
O que ocorre é uma luta de classes dentro de uma mesma classe, a dos Jornalistas. Porém, a nós bacharéis cabe a obrigação (isso mesmo, obrigação!) de unir nossa força e indignação para que este investimento (financeiro e intelectual) não vá pelo ralo. Estou ansiosa para me sindicalizar. Se precisar vou a Brasília protestar! Não vou deixar que desdenhem meu esforço para ser profissional. Pois só a nós, bacharéis em Comunicação Social cabe encher a boca e estufar o peito para dizer: EU SOU JORNALISTA PROFISSIONAL!
Até!
Porém uma coisa me chateia, entristece e faz perder a vontade de comemorar. É saber que muitos “jornalistas” sem o mínimo preparo estão enchendo a boca e estufando o peito para dizer que hoje é o dia deles. Não quero me aprofundar nesta discussão, pois ela me angustia demais. Devo admitir que um certificado ou diploma não faz de ninguém um profissional melhor. Há muitos e muitos bacharéis com péssima conduta profissional e talento zero. Porém sabemos que o esforço e investimento que fizemos durante quatro anos ou mais não pode ser anulado com a permissão da atuação daqueles que pensam que “dom” basta.
Dia desses entrei no site Comunique-se para ler uma matéria a respeito da anulação de registros precários. Eu sabia que não devia ter fuçado nisso. Mas minha teimosia é mais forte que minha sensatez! Entrei. Li. Comentei. E diante de coisas absurdas e repugnantes que fui obrigada a ler, acabei soltando o verbo, literalmente. Vou compartilhar aqui minha indignação, que resultou num textinho um tanto desaforado: Kélen Cardozo de Oliveira [01/04/2006 - 18:26] “Esta discussão me dá náuseas! A liberdade de expressão é feita através da participação leitor/espectador por meio da interatividade dos meios de comunicação. Mas profissional de verdade deve sim ser diplomado. É claro que bons e maus profissionais sempre haverão de existir, mas daqueles que passaram quatro anos e investiram alto numa formação é possível cobrar uma postura mais digna. E dos outros? Nem quem saibam ao menos escrever corretamente... Ou então eu tenho um dom divino para defender as pessoas e vou ser advogada! Sem fazer faculdade de direito e muito menos exame da OAB, claro! Porque eu nasci pra isso! Ora bolas! Calem a boca seus falsos intelectuais! E a Folha que se dane! Bom profissional não precisa de trainee coisa nenhuma! Esse negócio de adestrar focas já era! Fica na sua Fábio sei lá o quê!!!”
Bem, após este desabafo um tanto quanto antipático, admito, esse tal Fábio José de Mello, em resposta, me chamou de anti-democrática. E a ele respondi: “Só tenho a dar os PARABÉNS ao professor Bruno Barros Barreira. Sua aula de história foi magnífica! Mas infelizmente falar em Teorias do Jornalismo só serve para quem estudou, e não deve servir ao Sr. Fábio, que aliás me avaliou como anti-democrática. Se dar voz à ignorância é ser anti-democrática, eu sou mesmo! Só temo as decisões da justiça porque ela própria é contraditória e confusa. Não confio nela! Mas se os estudiosos da lei tiverem bom senso, votarão sempre a nosso favor.” Após isso ele me chamou de chucra, ignorante, entre outros adjetivos... e disse que eu estava começando mal na profissão. Mas isso não me abala, tenho consciência da minha capacidade intelectual, e sou uma pessoa extremamente educada, com quem merece!
Meus leitores devem estar pensando onde quero chegar com isso. Para quem não sabe, aquele 3x0 não foi a última palavra na questão da obrigatoriedade do diploma. Ainda cabem recursos, até que se chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF). A última palavra é deles, e isso me preocupa. Mas não vou me aprofundar nessas questões jurídicas. Pesquisem se lhes interessar (e eu espero que interesse).
O que ocorre é uma luta de classes dentro de uma mesma classe, a dos Jornalistas. Porém, a nós bacharéis cabe a obrigação (isso mesmo, obrigação!) de unir nossa força e indignação para que este investimento (financeiro e intelectual) não vá pelo ralo. Estou ansiosa para me sindicalizar. Se precisar vou a Brasília protestar! Não vou deixar que desdenhem meu esforço para ser profissional. Pois só a nós, bacharéis em Comunicação Social cabe encher a boca e estufar o peito para dizer: EU SOU JORNALISTA PROFISSIONAL!
Até!

1 Comments:
Parabéns Kélen! Isso mesmo! Vamos estufar o peito e dizer com orgulho que somos jornalistas!
Aos que se vanglorizam de "terem o dom" poderiam ter um pouco de vergonha na cara ou competência, ou os dois, e entrar numa faculdade! Reclamam de falta de tempo?! Nunca falta tempo para os nossos sonhos!!! Sinal deq eles não acham que o diploma é algo necessário! Conheço muitos jornalistas que depois da experiência sentiram falta de um diploma e foram atras! Outros, que por diversos motivos, que não conseguiram chegar a uma faculdade, pelo menos reconhecem a falta que este o faz e sentem vergonha por dizer que são jornalistas sem diploma! Mas agora né?! Aos ignorantes, só lamento!
Bjo guria
Postar um comentário
<< Home