Até certo tempo atrás, o melhor lugar para se observar o
comportamento humano eram as praças, os shoppings, as festas, a rua. Hoje, como
quase tudo, o melhor lugar para essa observação, acredito eu, sejam as
badaladas redes sociais. O Facebook é a verdadeira “feira livre” do mundo
virtual.
Em tempos de internet, onde todo mundo tem voz e vez, a tão
sonhada (e utópica) liberdade de expressão é vivida com intensidade, nas
palavras, nos compartilhamentos e nas curtidas de cada um, até que um dia...
Até que um dia, ao publicar algo, seja texto, foto, vídeo e
o escambau o ser se depara com a contrariedade da opinião de alguém. E começa a
polêmica. E vêm os bloqueios. Aí é que começa a melhor parte: analisar o indivíduo. As
pessoas querem o direito de liberdade de expressão. O SEU direito. Não o do
outro.
- O outro que se dane, se ele não concorda ele deve ser
banido e ponto final - pensam.
A verdade é que a essência do ser humano é egoísta. E que
ele não está pronto para ser contrariado. Nunca. Nem na vida real, nem na
virtual, até porque já não é mais possível estabelecer um limite entre as duas.
Por isso um conselho de amiga pra galera “curtir”. E compartilhar.
Ou discordar se preferir: se você diz o que quer pra todos da sua “rede” esteja
consciente que isso poderá gerar uma reação, positiva e negativa. Se você
aborda um assunto, compartilha, defende uma causa, muitas pessoas concordarão,
mas alguém poderá discordar, e o seu direito de se expressar dá condição ao
direito do outro. Se você se acha no direito de comentar alguma coisa contrária
a uma opinião dada, outros também poderão discordar de você. É a vida como se
apresenta, a vida real. Porque o virtual também é realidade.
Marcadores: comportamento humano, comunicação, liberdade de expressão, opinião
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