Frutífero

Um blog... mas pra quê, afinal, eu quero um blog? Criei-o através da indução de um estimado colega. Ele (o blog) tinha outro nome, outra cor, outra descrição. Resolvi mudar. E aqui está o FRUTÍFERO, que como o próprio nome diz, espero, trará bons frutos de comunicação.

19 maio 2006

Amor

Encontrei esse texto nas minhas "andanças" pelo Orkut. Muito bonito!

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.

Tem algum médico aí?? Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.

O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.

Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos!

12 maio 2006

Nota de Repúdio

Aos organizadores da Produsul 2006.


É com muito pesar que venho em nome da empresa jornalística SC Notícias, que tem como forma o portal de informações catarinenses
www.scnoticias.com.br, através desta nota demonstrar sua indignação diante da atitude negligente dos responsáveis pelo cadastramento da imprensa junto ao evento acima citado. Num ato de cerceamento da informação, a organização responsável pela imprensa barrou o web jornalismo, ou jornalismo on-line da participação na cobertura da feira-festa. Não só os profissionais de imprensa, mas toda a população, tem conhecimento de que o jornalismo na internet já é uma das mais utilizadas formas de acesso à notícia, muitas vezes ultrapassando os veículos tradicionais como rádio, tevê e jornal impresso.

Mesmo assim, não foram aceitos os veículos chamados de “portais”, ou seja, sites de notícia, sob a alegação de que “qualquer um” pode criar um site e dizer-se membro da imprensa. Ora, por vezes, esta não é uma afirmação inválida. Porém o que se espera é uma análise dos veículos de jornalismo virtual que demonstrem seriedade no trabalho desenvolvido e comprovem a prática legal do jornalismo.

Outra exigência é a de que os veículos de comunicação tivessem sido previamente “contratados” pela Produsul para divulgar antecipadamente o evento. Palavras estas ditas pelo responsável pelo cadastramento, Sr. Ramires Sartor Linhares. Esta atitude demonstra ainda o amadorismo da comissão organizadora que cuida deste setor, pela falta de ética e de conhecimento do objetivo jornalístico, e da importância do mesmo, tanto para os empresários envolvidos quanto para a população.

Sem mais delongas, fica aqui expressa a inconformidade com o fato ocorrido.

Sexta-feira, 12 de maio de 2006.


Kélen Oliveira.